quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

CINCO EUROS PELA MINHA LIBERDADE E PALAVRAS MÁGICAS

Nessa tarde nem queria acreditar no que apareceu junto à caixa de vidro! E pelo jeito não fui o único!
Gerou-se a confusão, começámos todos aos encontrões e a falar ao mesmo tempo!
Mesmo à minha frente comecei por ver umas pernas compridas, alguém que se agachava, à mistura com sons abafados e piegas. Que era aquilo?
Não pensei duas vezes, atirei com a timidez para trás das costas, formei o salto, dando por mim bem junto ao vidro e atrevido levantei a pata com os dedos bem abertos. Sentia os empurrões, os protestos dos outros, mas já não houve nada que me tirasse dali!
O meu coração galopou feito maluco, quando do outro lado vi também uma mão erguida que se baixava em pancadinhas, abria de quando em quando os dedos e observei uns olhos postos em mim.
Senti um aperto! Sim, porque nós gatos também nos comovemos!
Alguém se aproveitou da minha contemplação e quando menos esperava fui retirado da caixa de vidro e encerrado noutra mais escura. Engoli o mau génio e deixei-me ficar na expectativa enquanto alguém me transportava e falava em tom animado.
Ao fim duns minutos, com algumas sacudidelas que heroicamente aguentei, voltei a ver as pernas compridas e ouvi as palavras mágicas:
- Pronto, pequenino, já estás em casa! Benvindo sejas!

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